segunda-feira, 26 de julho de 2010
Mais chá, dona Marocas?
- Quer mais chá, Dona Marocas?
(- hnmm..Buzz!!)
- Que bom que veio! apesar do convite em cima da hora...
(- Não...)
- Que chapéu lindo, Dona Marocas, ficou muito bem na sua cabeça!!
- (caham caham) Hanna!! Ô Hanna!!
- Mãe? Com licença senhoras, eu volto já. Que é mãe? Mãe, cadê você?
- Buzz, oi! Buzz, você está bem?
- Já era! Já era tudo! Já era tudo! Tchau-tchau! Huhu!! Até mais!!
- O que foi houve com você??
- Um dia você tá defendendo a galáxia inteira, e de repente está aqui, aturando a Maria Antonieta e a irmãzinha dela!! Hihihi
- Hahah...eu acho que você já tomou chá demais por hoje... Vamos embora daqui, Buzz!
- Você não entendeu! Viu o chapéu? Eu sou a Senhora Marocas!!! Haohaohaoha...
- Pára com isso, Buzz!
- Haohaohaoho...
(tapa)
- Ahh... Desculpe, eu... Tem razão, eu fiquei um pouco deprimido, só isso... Eu, eu vou superar... AAI, eu sou uma fraude!!
- Shh! Quieto, Buzz!
- Olha só pra mim! Não posso nem voar pela janela! Mas o chapéu tá bonito!! Diz que o chapéu tá bonito!
O avental é legal, eu não gosto da cor, mas meu chapééu...
- Pela janela... Buzz, você é um gênio!!Vamos, vamos! Por aqui!
- Anos de treinamento jogados fora...
Tot Story
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Tudo aqui é maluco...

- Vamos ver...por onde ir...? Humm...Que caminho que eu vou tomar...? ♪ ♪ ♫ - Ora, quem estaria cantando... - Perdeu algo? - Oh, hehe... não, não, isto é, eu estava pensando... - Está muito bem. Um moementinho... ♪ ♪ ♫ - Segundo verso ♪ ♪ ♫ - Oh...vc é uma gato! - Mestre gato! ♪ ♪ ♫ - Oh, espere! Não vá, espere! - Muito bem. terceiro verso... - Não não, obrigada, mas eu só queria saber que caminho tomar. - Isso depende...do lugar...aonde quer ir. - Oh, realmente não importa, desde que eu... - Então não importa...que caminho...tomar. ♪ ♪ ♫ - Ooh...vaamos ver....Se você quer saber, ele foi por ali. - Ele quem? - O coelho branco. - Foi? - Foi o quê? - Foi por ali? - Quem foi? - O coelho branco! - Que coelho? - Mas, não me disse que...Ah, que coisa! - Você sabe fazer isto? Eu aqui, se eu eu procurasse o coelho branco, iria ao chapeleiro doido. - Ele é doido? Não, não quero!! - Ou então a lebre, naqueeela direção. - Oh, obrigada, eu então, vou visitá-la. - Ela também...é maluca. - Mas eu não quero veeeeer gente maluuuuuca!!! - Oh, não pode evitar, tudo aqui é maluco. Hahaha. Você...não notou... que eu estou mais lá... do que aqui? ♪ ♪ ♫ - Que coisa... Se todos aqui são assim, é melhor não contrariar.
Alice no Pais das Maravilhas
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Mas é uma pedra....

- Ah..uma semente, uma semente....achei! Finja...finja que é uma semente.
- É uma pedra.
- Tá. Eu sei que é uma pedra, mas vamos só fingir, por um minuto, que é uma semente, tá? Vamos tentar imaginaaar. Olha...olha essa árvore. Tudo o que formou essa árvore enooorme, já estava dentro desta sementinha pe-queniniiiiinha. Ela só precisou de um tempinho, um pouquinho de sol e chuva, e... voilá!
- Essa pedra vai virar uma árvore?
- A semeeente! Tem que colaborar tá? Pode até achar que não pode fazer muita coisa agora. Mas isso é porque ainda não é uma árvore. Só precisa ter paciência. Ainda é uma semente.
- Mas é uma pedra.
- Eu seei que é uma pedra!!! Acha que eu não sei o que é uma pedra quando vejo uma pedra???? Já dei muita volta em pedra!!!!
- hehe, você é uma figura...mas eu gosto.

Vida de inseto
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A pequena vendedora de fósforos

Fazia um frio terrível; caia a neve e estava quase escuro; a noite descia - a última noite do ano.
Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa decerto trazia chinelos; mas de que adiantavam?
Eram uns chinelos enormes, e até então sua mãe os havia usado, tão grandes eram.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada,
onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo.
Pensou poder usá-lo como berço, quando um dia tivesse filhos.
Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio.
Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão.
Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria!
Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos , que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.
Suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Na realidade parecia à menininha que ela estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo.
Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado.
Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve, e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar.
O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas.
Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito! Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal.
Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do
rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela.
A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se.
As luzes do Natal subiam mais altas.
Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó.
E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia.
Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela.
Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada
vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou sobre um pequeno cadáver.
A criança lá ficou, inteiriçada, um feixe inteiro de fósforos queimados.

- Queria aquecer-se - diziam os passantes.
E ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para ondeela se fora com a avó, no dia do Ano Novo.
Hans Christian Andersen
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